13 de abr. de 2010

PÁSCOA CONTINUADA

PÁSCOA CONTINUADA.
(IIº DOMINGO DA PÁSCOA)

1. Introdução.
Nossa caminhada quaresmal nos preparou para a festa mais importante do cristianismo. Repetíamos à exaustão a necessidade de conversão. “Criaturas novas” como nos exigia Paulo. E na bela vigília do sábado para o domingo nos extasiamos diante do túmulo vazio. Marca visível de que o Senhor não ficou morto. Ressuscitou. Madalena corre para dar essa notícia, a notícia mais importante para a humanidade.

2. A Comunidade: lugar do encontro com o Ressuscitado!
“Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: ‘A paz esteja convosco’.” (Jo 20, 19).
É na Comunidade que o Ressuscitado se manifesta. Quem está fora não se encontra com Ele. Fazemos a experiência dos encontros na Comunidade. Encontro com a assembléia de irmãos e irmãs. Encontro com a Palavra. Encontro com a Eucaristia. Ali nos abastecemos. E daí sairemos em condições de continuar a sua missão.

3. Continuadores de sua missão.
“Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos” (At 5, 12).
O que Jesus fazia (gestos, palavras e sinais) os apóstolos continuam a fazer. E hoje é a Igreja a continuadora dos gestos, das palavras e dos sinais de Jesus. Os milagres de Jesus nos falam de um novo tempo: não mais morte, não mais doenças, não mais exclusão... Não eram feitos para o aplauso e para a admiração. Eram para marcar a presença do Reino.

4. Núcleo da mensagem:
“Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos.” (Ap 1, 17-18).
Agora cabe a cada um de nós levarmos esta noticia para todos: Ele estava morto, mas agora está vivo para sempre. Esta é a mensagem necessária para a humanidade. Não mais a morte, mas a vida.

5. Conclusão.
Quantos sinais de morte nos rodeiam: drogas, corrupção, aborto, baixos salários, falta de moradia, sistema iníquo de saúde, falta de escolas, acidentes nas péssimas estradas... Devemos sair da igreja e anunciar à nossa sociedade que um mundo diferente é possível. De nada vale a nossa celebração se da porta para fora não formos agentes de transformação de nossa sociedade. Participantes da Comunidade nós devemos dar continuidade à missão do Ressuscitado, anunciando ao mundo que Ele está vivo e que um mundo diferente desse que está ai é possível!

Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto